8 problemas de saúde que podem ser tratados com cannabis medicinal

São dezenas de problemas de saúde – físico e mental – que podem ser administrados com químicas naturais canabinóides, tais como o Canabidiol (CBD) e o Tetra-hidrocanabidiol (THC). Um reduz a ansiedade e ajuda a relaxar. O outro, dá ânimo e impulso à vida. Tudo por meio de receptores que estão no cérebro. Conheça algumas das doenças e problemas de saúde tratáveis com cannabis medicinal:

Autismo Infantil – Há crianças que parece não aprenderem a reconhecer os códigos que regem a comunicação humana. Alheias à presença dos outros, encerradas num universo próprio e inatingível para todos que as cercam, apresentam padrões restritos e repetitivos de comportamento. Essa tríade de sintomas – dificuldade de interação social, de comunicação e repetição de comportamentos padronizados — caracteriza um transtorno do desenvolvimento conhecido como autismo.

O médico austríaco Leo Kanner usou essa palavra em 1943 para descrever uma série de sintomas que observava em alguns de seus pacientes. Com o passar dos anos, porém, ficou provado que essas crianças apresentavam apenas uma das manifestações de autismo. Na verdade, as dificuldades do autista variam em grau e intensidade e o comprometimento pode ser muito grave e estar associado à deficiência mental, ou tão leve que o portador do transtorno consegue levar uma vida próxima do normal.

Apesar de autismo não ter cura, quanto antes for diagnosticado, melhor. Crianças convenientemente tratadas podem desenvolver habilidades fundamentais para sua reabilitação. O problema é que, muitas vezes, os pais se recusam a admitir que o filho tem algumas características que requerem atenção especial e não procuram ajuda.

No Brasil, existe a AMA — Associação Amigos do Autista – (ama.org.br) que presta assistência a autistas.

Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/autismo-1-entrevista

Carcinoma – é o tipo de câncer mais comum nos seres humanos, podendo surgir em praticamente todos os tecidos do nosso corpo. Chamamos de carcinoma o câncer que se origina de um tecido epitelial, ou seja, o tecido que recobre nossa pele e a maioria dos nossos órgãos.

Se a célula que sofreu mutação é uma célula epitelial do rim, o câncer que surge dela é o carcinoma de células renais; se a origem do câncer for a célula epitelial do fígado, conhecida como hepatócito, o câncer se chamará hepatocarcinoma.

Nem todo carcinoma tem sua origem facilmente reconhecida. Alguns deles sofrem uma mutação tão grande, que perdem totalmente as características da célula original. O patologista consegue reconhecer que o tumor veio de um epitélio, mas de qual é impossível afirmar. Estes tipo de célula maligna recebe o nome de carcinoma indiferenciado ou carcinoma anaplásico.

Um mesmo órgão pode ter mais de um tipo de carcinoma e mais de um tipo de câncer. Por exemplo, dos três cânceres mais comuns de pele, dois são carcinomas (carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular) e um não é carcinoma (melanoma). Já no câncer de pulmão, os quatro tipos mais comuns de câncer são todos originados de células epiteliais: carcinoma de pequenas células do pulmão, carcinoma epidermoide do pulmão, adenocarcinoma do pulmão e carcinoma de grandes células do pulmão.

Fonte: https://www.mdsaude.com/2012/06/o-que-e-carcinoma.html

Depressão – é uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.

É importante distinguir a tristeza patológica daquela transitória provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, as dificuldades econômicas, etc.

Diante das adversidades, as pessoas sem a doença sofrem, ficam tristes, mas encontram uma forma de superá-las. Nos quadros de depressão, a tristeza não dá tréguas, mesmo que não haja uma causa aparente. O humor permanece deprimido praticamente o tempo todo, por dias e dias seguidos, e desaparece o interesse pelas atividades, que antes davam satisfação e prazer.

A depressão é uma doença incapacitante que atinge por volta de 350 milhões de pessoas no mundo. Os quadros variam de intensidade e duração e podem ser classificados em três diferentes graus: leves, moderados e graves.

Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao/

Distonia – é um tipo de movimento involuntário que pode ocorrer em qualquer região do corpo de maneira localizada (focal) ou mesmo generalizada e se caracteriza por uma contração de músculos agonistas (favoráveis ao movimento) e antagonistas (desfavoráveis ao movimento) simultaneamente.

Em geral, esta contração involuntária em desarmônica dos músculos provoca postura anormais do segmento do corpo envolvido (cabeça, mão, tronco ou pé) e está frequentemente associado a dor.

Uma das maneiras de se classificar uma distonia diz respeito ao segmento no corpo onde ela ocorre. Assim, existem as distonias focais que acometem um único segmento, por exemplo, a mão, o pescoço ou o pé.

Já as distonias segmentares comprometem dois segmentos corporais contíguos, por exemplo, mão e antebraço ou cabeça e pescoço. Em seguida, existem as distonias multifocais que comprometem dois segmentos não contíguos como pescoço e mão. Finalmente, a distonia generalizada atinge os membros inferiores e mais um segmento corporal.

Enquanto as distonias focais são mais comuns no adulto, por exemplo, a distonia cervical e a câimbra do escrivão, as distonias generalizadas são mais comuns na criança e adolescente. Por sua vez, neste grupo, as distonias são frequentemente de natureza genética (relacionadas a mutações de genes conhecidos como gene DYT1). No adulto, as distonias focais são em sua grande maioria esporádicas (sem causa genética).

Fonte: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/distonia

Dor Crônica – Aproximadamente 80% da população mundial sofrem com algum tipo de dor e 30% sentem seus efeitos de forma crônica, segundo estimativas da Associação Internacional para o Estudo da Dor, conhecida pela sigla em inglês IASP.

A dor aguda é aquela que surge repentinamente e tem sua duração limitada. Geralmente, a dor alerta o indivíduo sobre a existência de alguma lesão ou disfunção no organismo, como as provocadas por contusões, cólicas intestinais e queimaduras na pele.

Já a dor crônica passa a ser danosa e é reconhecida como sintoma crônico após três meses de sofrimento, mesmo que as causas já tenham sido removidas ou tratadas. “Nestes casos, ela se torna um tipo de doença em que a dor fisiológica (protetora da nossa integridade física) mantem-se contínua e degradante para as atividades funcionais”, explica o anestesiologista e especialista em dor no Sírio-Libanês, o dr. João Valverde Filho.

As dores crônicas podem atingir pessoas de todas as idades, tendo como principais causadores os problemas lombares, o câncer, o herpes-zoster, o diabetes, a cefaleia, a enxaqueca, a fibromialgia, a osteoartrite e as lesões musculares.

Segundo o médico, de cada quatro pessoas que sofrem com dor, uma pode desenvolvê-la de forma crônica. Por isso é muito importante ficar atento às dores. Se persistirem e estiverem associadas aos problemas citados anteriormente, é essencial procurar um especialista.

“Quanto mais tempo demorarmos para tratar as dores, mais difícil fica para enfrentarmos esse problema”, alerta o dr. Valverde Filho.

No geral, as dores iniciam-se a partir de aspectos biológicos, mas podem afetar o estado emocional dos pacientes. Isso ocorre porque depois de vários meses sentindo aquela dor diariamente, mesmo se não houver mais nenhuma causa biológica para a dor, pode ocorrer depressão, ansiedade e pânico.

Além dos aspectos biológicos e psicológicos, a dor crônica pode afetar também a sociabilidade dos pacientes, pois muitos deixam de trabalhar, de viajar e até de sair de casa por conta dos incômodos constantes.

Diante disso, o tratamento das dores crônicas precisa ser multiprofissional, já que as causas são inter-relacionadas a partir de problemas musculares, neurológicos, pós-operatórios e psíquicos, por exemplo. Para isso, o Núcleo Avançado de Dor e Distúrbios do Movimento do Sírio-Libanês conta com fisiatras e fisioterapeutas, neurologistas, anestesistas, psiquiatras e psicólogos especializados em dor.

Esses profissionais executam procedimentos farmacológicos, físicos e anestésicos com a finalidade de acabar ou diminuir a dor. Além da análise clínica, eles auxiliam no diagnóstico das dores crônicas com outros exames adicionais, se necess​ários.

O maior “aliado” da dor crônica é o sedentarismo. Por isso, procure um especialista e não deixe de viver a vida normalmente. Exercite-se, viaje, volte ao trabalho e mantenha seus compromissos sociais. “Um dos segredos da dor crônica é, depois de medicado, não deixar que ela seja maior do que você”, avalia o Dr. Valverde Filho.

Fonte: https://www.hospitalsiriolibanes.org.br/sua-saude/Paginas/dor-arrasta-mais-tres-meses-pode-cronica-procure-especialista.aspx

Encefalopatia – é um termo geral para doenças que alteram a função cerebral e o estado mental de uma pessoa. É possível que o tratamento da causa reverta os sintomas; No entanto, alguns tipos de encefalopatia podem levar a mudanças prolongadas na função cerebral. Em alguns casos, quando o dano cerebral é grave e irreversível, a encefalopatia pode levar à morte.

Os fatores de risco variam. Por exemplo, o abuso de álcool é um fator de risco para a encefalopatia de Wernicke.

A causa depende do tipo de encefalopatia. Entre as causas, estão incluídas as seguintes:

  • Infecções
  • Disfunção metabólica
  • Tumor cerebral ou aumento da pressão no crânio
  • Exposição a toxinas
  • Nutrição deficiente
  • Nenhum oxigênio ou sangue circula para o cérebro

Fonte: https://www.hospitalinfantilsabara.org.br/sintomas-doencas-tratamentos/encefalopatia/

Epilepsia – É uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se.

Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada. Por isso, algumas pessoas podem ter sintomas mais ou menos evidentes de epilepsia, não significando que o problema tenha menos importância se a crise for menos aparente.

Em crises de ausência, a pessoa apenas apresenta-se “desligada” por alguns instantes, podendo retomar o que estava fazendo em seguida. Em crises parciais simples, o paciente experimenta sensações estranhas, como distorções de percepção ou movimentos descontrolados de uma parte do corpo.

Ele pode sentir um medo repentino, um desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente. Se, além disso, perder a consciência, a crise será chamada de parcial complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória.

Tranquilize-a e leve-a para casa se achar necessário. Em crises tônico-clônicas, o paciente primeiro perde a consciência e cai, ficando com o corpo rígido; depois, as extremidades do corpo tremem e contraem-se. Existem, ainda, vários outros tipos de crises. Quando elas duram mais de 30 minutos sem que a pessoa recupere a consciência, são perigosas, podendo prejudicar as funções cerebrais.

Fonte: http://epilepsia.org.br/o-que-e-epilepsia/

Esclerose – pode causar diversos sinais e sintomas, constituindo muitas vezes um grande desafio o seu reconhecimento tanto para a própria pessoa que os está apresentando – por serem brandos e não valorizados, como os quadros de alterações na sensibilidade – quanto para o médico, que deve realizar uma suspeita correta e encaminhamento apropriado. Fique atento:

  • Alterações fonoaudiológicas – ligadas à fala e deglutição;
  • Fadiga – cansaço intenso e momentaneamente incapacitante para realização da atividade desejada;
  • Transtornos cognitivos – muito relacionados ao comprometimento da memória;
  • Transtornos emocionais – sintomas depressivos, ansiedade, transtorno de humor, irritabilidade;
  • Problemas no trato urinário e intestinal – bexiga hiperativa, constipação intestinal, urgência fecal;
  • Transtornos visuais – visão embaçada ou dupla;
  • Problemas de equilíbrio e coordenação – perda de equilíbrio, fraqueza, vertigem, falta de coordenação; e
  • Espasticidade – rigidez excessiva de um membro

Até o momento a causa da esclerose múltipla é desconhecida. Nas pesquisas, amplos esforços são dirigidos ao estudo do tanto do paciente como também do ambiente onde vive. A deterioração da bainha de mielina (espécie de capa isolante que envolve os axônios no cérebro e responsável pela transmissão dos impulsos nervosos) é provavelmente mediada pelo próprio sistema imunológico em pessoas geneticamente predispostas, o que resulta em um ataque ao próprio tecido nervoso, isto é, uma resposta autoimune. Ainda não foi identificado um antígeno específico.

Ao contrário do que se pensa, a esclerose múltipla é uma doença que afeta pessoas jovens (na faixa dos 20 aos 40 anos), principalmente mulheres, no momento do auge da vida produtiva. Por esse motivo, resulta em grande impacto pessoal, social e econômico.

Esclerose múltipla recorrente-remitente (EMRR) – É a forma mais comum da doença, representando 85% dos diagnósticos. É caracterizada por surtos (sintomas clínicos que ocorrem em episódios) bem definidos, que duram dias ou semanas e depois desaparecem, com recuperação completa ou sequelas permanentes

Esclerose múltipla primária progressiva (EMPP) – Afeta apenas 10% dos pacientes e é caracterizada por início lento e piora constante dos sintomas. Há um acúmulo de déficits e incapacidades que podem se estabilizar ou continuar por meses e até anos

Esclerose múltipla secundária progressiva (EMSP) – Começa com o curso da doença recorrente-remitente, seguido pelo desenvolvimento de uma incapacidade progressiva que muitas vezes inclui mais surtos e nenhum período de remissão (fase na qual não há atividade da doença)

Esclerose múltipla progressiva recorrente (EMPR) – Tipo mais raro da doença, acomete aproximadamente 5% dos pacientes. Caracteriza-se por declínio neurológico constante desde o início, com surtos agudos claros. Pode ou não haver recuperação após os surtos, mas a doença continua a progredir sem remissões.

Fonte: https://www.bio.fiocruz.br/index.php/sintomas-origem-e-tratamento

* Na próxima edição, conheceremos mais 6 doenças que podem ser tratadas com Cannabis Medicinal

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