Bolsonaro: “Ele [Osmar Terra] disse que abre as portas para o plantio de maconha em casa…”

Em entrevistas à imprensa nessa quinta-feira (1°), o Presidente Jair Bolsonaro foi questionado por jornalistas sobre a Consulta Pública pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ocorrida no dia anterior, sobre a liberação da produção nacional de maconha para uso medicinal. Ele afirmou, e depois desconversou, sobre ser ‘a favor’ do plantio de Cannabis em casa.

“O Osmar Terra dá uma boa entrevista pra vocês… Eu tô na linha dele, nessa questão da maconha. Ele disse que abre as portas, para o plantio de maconha em casa… Eu tô à disposição para conversar com o presidente na ANVISA…”, disse o presidente.

Veja o vídeo e escute a declaração do canal Folha do Brasil, canal no Youtube que apoia o governo e divulga entrevistas políticas:

Assista a partir dos 7 minutos o que diz o Presidente Jair Bolsonaro sobre Cannabis Medicinal

Novo ‘futuro’ presidente da ANVISA

Bolsonaro falou ainda sobre a indicação do novo diretor da ANVISA (e pelo que tudo indica, o próximo presidente da agência), o contra-almirante da Marinha Antonio Barra Torres.

O militar de carreira ocupará uma das cinco diretorias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e foi sabatinado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Torres afirmou que principal desafio da agência é dar celeridade às atividades de regulação, e defendeu aprofundamento de estudos para embasar a liberação do uso medicinal do canabidiol — substância extraída da Cannabis sativa, a planta da maconha.

“É possível acelerar a análise de processos de medicamentos, podemos tornar mais enxutas certas fases do processo? Os agentes de saúde se sentem desconfortáveis com a demora”, declarou, comentando que a tecnologia da informação é um fator que pode contribuir para procedimentos mais céleres.

Torres é formado em medicina pela Fundação Técnico-Educacional Souza Marques e fez residência em cirurgia vascular no Hospital Naval Marcílio Dias. Ele ingressou na Marinha em 1987 e chegou ao posto de contra-almirante, o terceiro mais alto da corporação, em 2015. Como civil, foi instrutor na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (RJ). Como militar, foi diretor do Centro de Perícias Médicas da Marinha e do Centro Médico Assistencial da Marinha.

Sabatina

Antonio Barra Torres defendeu a função da agência como guia para uma prática sanitária moderna e segura. Ele cobrou “clareza de atitudes e honestidade de propósitos” na fiscalização, salientando a importância de uma Anvisa eficiente e bem equipada. Na sua opinião, o principal desafio é a busca pela celeridade nos processos de regulação na saúde.

Ao responder a questionamento do senador Eduardo Gomes (MDB-TO), o sabatinado disse esperar um entendimento com setores do governo que possibilite a realização de concurso público para a Anvisa: segundo Torres, muitos servidores da agência têm tempo suficiente para aposentadoria. Ele teme os efeitos negativos da falta de pessoal capacitado, pois cerca de 30% do volume econômico do Brasil depende da chancela da Anvisa.

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) cobrou uma posição da Anvisa sobre o uso medicinal do canabidiol, de modo a permitir às famílias necessitadas receber a substância sintetizada. Para Torres, é necessária uma observação mais apurada sobre os relatos positivos de uso desse princípio ativo em casos de dor crônica, mas mantendo a fiscalização sobre o cultivo da Cannabis sativa.

— Na medida em que os estudos vão sendo aprofundados, a aplicação [médica] poderia ser autorizada. Me causaria preocupação uma autorização geral para [a Cannabis sativa] ser plantada, pois não seria possível fiscalizar — declarou.

Fontes: Green Science Times, Agência Senado e Folha do Brasil

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