SECHAT: Médicos prescritores rechaçam recomendação do Ministério da Saúde de usar CBD apenas para epilepsia

Para o Dr Paulo Fleury, posição do governo é política e não leva em consideração evidências científicas, informa o SECHAT

Por Marcus Bruno

Profissionais de saúde que pesquisam e indicam o uso medicinal da Cannabis sativa manifestaram preocupação com a nota técnica que o Ministério da Saúde encaminhou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária na quinta-feira (29). O documento recomenda que a Anvisa limite o registro, “neste primeiro momento, apenas para o canabidiol” e somente “para o tratamento da epilepsia refratária”.

O texto também sustenta: “uma vez que a nossa manifestação se pauta apenas na liberação do canabidiol para uma única indicação terapêutica, não se faz necessária a instalação de uma capacidade nacional para o cultivo de Cannabis”.

“Hoje eu tenho 15 pacientes que fazem importação do óleo, e nenhum é para epilepsia. Tenho pacientes com autismo, fibromialgia, AVC, esclerose múltipla, e todos chegaram (até mim) porque já tinham passado por outros tratamentos”, conta o psiquiatra Wilson Lessa, diretor da Sociedade Brasileira de Estudos da Cannabis e membro da International Cannabinoid Research Society. Na visão de Lessa, a medida traz desinformação aos profissionais de saúde.

“Para os médicos que já prescrevem, não muda nada. Mas para o médico que está aprendendo, ele pode pensar que é só epilepsia refratária. E para as pessoas, assusta, é um desserviço muito grande”.

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Fonte: SECHAT

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